
Este blog é um espaço para a publicação de artigos sobre música, arte, literatura, poesia, filosofia, citações, fotos, textos, vídeos e idéias sobre a arte de decifrar os segredos desta caixa mágica de sons que é o violão. João Paulo Pessoa.
Além de posts relacionados ao universo do violão e da música clássica, você encontrará aqui textos sobre prog rock, guitarra elétrica e outros interesses musicais e artísticos da minha personalidade.
Boa viagem.
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sexta-feira, 4 de março de 2011
"Homenaje" a José Carrion.

sexta-feira, 26 de março de 2010
VI FENAVIPI - Masterclass com Paul Galbraith - Impressões de um estudante.
Olá amigos,
Estou escrevendo este post para compartilhar algumas impressões da minha masterclass com o grande músico, violonista e professor Paul Galbraith. Vou aproveitar e falar um pouco sobre o festival em que ocorreu esta masterclass: a sexta edição do Festival Nacional de Violões do Piauí (FENAVIPI).
Além do Paul Galbraith, participaram do Festival: a violonista chinesa Xuefey Yang, o autraliano Tommy Emmanuel (Fingerstyle steel-strings guitarist), Nonato Luiz, o renomado violonista clássico Fábio Zanon, o lendário Carlos Barbosa-Lima (incrivelmente virtuoso), o multi-violonista Nicolas de Souza Barros, o violeiro Roberto Corrêa, Franciel Monteiro e o pernambucano Henrique Annes. O festival ocorreu entre os dias 25 e 28 de fevereiro de 2010, sob a direção de Erisvaldo Borges.
A abertura foi com o Tommy Emmanuel. O cara é um verdadeiro showman. Um virtuose do violão de cordas de aço que segue a tradição de Chet Atkins. O recital da Xuefey foi muito bom também. Fiquei impressionado com o controle musical que ela mostrou. O Zanon dispensa comentários, imperdível como sempre. O Barbosa Lima foi uma coisa muito mágica, o cara segura a platéia na palma da mão. Gostei muito do Nicolas de Souza Barros, ele fez um recital tocando guitarra barroca na primeira parte e violão de oito cordas na segunda. Ele apresenta esses instrumentos como “o violão do passado e o do futuro”. Acho que não concordo muito com essa visão,mas mesmo assim adorei o recital. Mas eu estava ansioso mesmo para assistir o recital do Galbraith. Para quem não conhece aí vai o site dele:
http://www.paul-galbraith.com/
Paul Galbraith é um músico que toca violão de uma maneira muito particular: ele utiliza uma posição vertical semelhante ao violoncelo, um espigão e uma caixa de ressonância. O violão dele também é diferente: um violão de oito cordas sendo que uma corda é mais grave e outra mais aguda que a do violão normal, expandindo assim a tessitura do instrumento. Eu o conhecia de nome e através de algumas gravações, e já tinha ciência da dificuldade de assistir recitais dele no Brasil. Quando soube que ele estaria no VI FENAVIPI, achei que seria uma chance única.
Aqui vai o programa do recital dele:
J. S. Bach – Suite BWV 1007
L. Berio – Brin (arr: P. Galbraith)
M. Castelnuovo-Tedesco – Sonata op.77
F. J. Haydn – Sonata hob # 36
M. Ponce – Variações e fuga sobre ‘LA Folia de Espanha’
Depois de assistir seu recital deu pra entender um pouco a busca deste músico por um repertório de qualidade superlativa. O recital inteiro foi incrível, a técnica fluente, a música acima de tudo, a facilidade de transmitir as idéias, realmente impressionante. O som que ele consegue extrair do violão dele é diferente de um violão normal. Confesso que estranhei um pouco, mas entendi que era algo que fazia parte de sua busca. Um grande músico, sem dúvida!
As palestras e masterclasses do festival também foram ótimas. A palestra do Nicolas de Souza Barros foi sobre aspectos históricos e práticos da digitação. O Barbosa-Lima falou muito sobre sua maneira de fazer arranjos e sobre sua carreira internacional. O Zanon e a Xuefey Yang também deram aulas muito proveitosas e inspiradoras.
Minha masterclass com o Galbraith foi no último dia do Festival.
Eu já sabia da visão peculiar dele sobre a música instrumental de Bach, então me inscrevi na sua masterclass com a suite BWV 996. A aula foi sobre o Prelúdio desta suíte.
O Galbraith faz muitas comparações pertinentes entre a música instrumental e a música cantada de Bach, fazendo sempre uma ligação da primeira, com textos religiosos presentes na segunda. Pude entender um pouco a colocação do Zanon, de que o Galbraith vê a música de Bach de forma “Holística”. Mas acho também que a visão do Galbraith tem um sentido histórico e prático.
Minha impressão dele como músico e como professor foi a melhor possível: um pesquisador apaixonado pelo que faz e um mestre muito competente, paciente e tranqüilo. Quem tem aula com ele se sente quase na presença de um “sábio monge”. Foi incrivelmente inspirador o pequeno contato que tive com este grande Músico. Enfim, sinto-me um sortudo por ter tido esta oportunidade, e acho que aproveitei da melhor forma que pude. Fiquei inspirado pra estudar mais e mais. No fim, como no princípio, continuar é o mais importante.
Grande Abraço e Bons Estudos!!!
[]
João Paulo Pessoa.
domingo, 14 de fevereiro de 2010
Lute-Harpsichord

- no Alaúde: Jakob Lindberg - J. S. Bach Lute Music. BIS CD 587/588.
- no "Lute-harpsichord": Gergely Sarkozy - Bach: BWV 996, BWV 997, Three Chorales. Hungaroton HCD 12461-2. / outra indicação: Robert Hill - Bach: Works for Lute Harpsichord. Hansller Editon cd 92 109.
- no Cravo: As gravações de Gustav Leonhardt (não tenho as referência de catálogo).
- no Violão: Julian Bream, Goran Sollscher, Paul Galbraith, Frederic Zigante, Manuel Barrueco, Sharon Isbin, etc.
- Integrais: Teldec: Bach 2000.
Anatomia!!!

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
"10 Axiomas Básicos" de Leo Brouwer.

10 Axiomas básicos de leo Brouwer.
1.- Calentamiento
Para la mano izquierda octavas cromáticas
Para la mano derecha, arpegios y rasgueos
2.- Velocidad
Utilizar posiciones fijas de mano izquierda cerca del cuerpo (por ejemplo en octava posición) y hacer pequeñas escalas de notas de ligero a intenso. Primero en una cuerda, luego en dos... Podemos añadir cada vez una nota más, haciendo siempre una pausa cuando terminamos la mini escala.
3.- Desplazamiento de izquierda
Stacato en las notas con la mano izquierda
Vigilar la llegada, no la salida haciendo saltos de 1ª a 2ª, de 1ª a 3ª, de 1ª a 4ª posición, etc...
4.- Independencia de la mano Izquierda
Con un dedo fijo a modo de cejilla hacer ligados y escalas sobre todas las cuerdas con el resto de los dedos. Probad todas las combinaciones posibles.
5.- Memoria
No memorizar desde el principio ya que se fijan los errores.
6.- Digitaciones
Nunca hay digitaciones definitivas.
7.- Empezar a tocar cerca del cuerpo, es decir, al coger la guitarra no tocar en las primeras posiciones, sino en las cercanas a la caja de resonancia.
8.- Añadir a las escalas color y articulaciones.
9.- Explotar las tres principales zonas sonoras de la guitarra:
1 zona de resonancia (centro de la boca)
2 Zona de resonancia y claridad (donde termina la boca hacia el puente)
3 Zona de claridad (cerca del puente)
10.- Romper pulsar los armónicos en diagonal.
Otros consejos:
- La posición de la guitarra respecto al cuerpo debe ser siempre la misma.
- Tener siempre presente que debemos destacar la segunda y la tercera cuerda, que son más débiles.
- Los acordes tónicos se tocan sin arpegiar, sin embargo los acordes raros se tocan arpegiados para clarificarlos.
- La velocidad es impulso y direccionalidad.
- El ornamento en cadencia debe ser siempre a tiempo.
- El stacato debe tener un tiempo mínimo de resonancia.
- La resonancia es el verdadero corazón de la guitarra.
- El vibrato es intensidad, no reposo.
- En los ligados la fuerza la da el Pulgar actuando como pibote.
- El forte se busca en el límite de la belleza del sonido.
- Respirar entre frase y frase y proyectar la energía hacia el final.
- En el rasgueo la energía se direcciona hacia la "prima".
- Nada que se repita se toca igual. debemos cambiar o el color o el volumen o el timbre.
sábado, 23 de janeiro de 2010
Indicação de Leitura!!! Ricardo Iznaola: On Practicing, a manual for students of guitar performance.

"RICARDO IZNAOLA - COMO ESTUDAR
I - Princípios do Bom Estudo
É isso aí amigos! Espero que tenham gostado desta postagem e que aproveitem bem estas informações.
Grande Abraço a todos! e Bons Estudos!
João Paulo Pessoa.
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Harp-guitar

domingo, 20 de setembro de 2009
Pequenina História do Violão

Olá amigos!
Resolvi postar aqui este texto com noções históricas sobre o nosso amado instrumento. Para todos que se interessam pelo violão, é fundamental saber um pouco de sua história. Espero que este resumo sirva como indicação para futuras pesquisas. Boa leitura!
Em meados do séc XVI havia uma grande variedade de instrumentos de cordas dedilhadas em toda a Europa que podem ser divididos em três famílias principais: a dos alaúdes, a das vihuelas e a das guitarras. Estas grandes famílias atingiram um apogeu de popularidade no Renascimento e Barroco e produziram um repertório imenso, mas a família das guitarras, originariamente a menos aristocrática, passou por grandes transformações e atingiu seu apogeu no final do séc. XVIII enquanto as outras duas gradualmente caíram
Ao redor de
O resgate do violão e seu estabelecimento como moderno instrumento de concerto se inicia no final do século XIX, através de um artista espanhol de imensa capacidade musical: Francisco Tárrega (1852-1909). Ele tinha três objetivos principais: modernização do instrumento, renovação do repertório e reformulação da técnica e sua aplicação musical. A modernização do violão se efetuou através da colaboração de Tárrega com o luthier Antonio Torres. O instrumento leve do romantismo aumentou de tamanho, a escala foi levantada e a estrutura foi reforçada. O resultado foi um instrumento com mais volume, maior riqueza de timbres e projeção, tal como conhecemos hoje. Para fazer jus a um novo repertório que surgia, uma revolução técnica se fazia necessária. Tárrega adaptou ao novo instrumento o que de melhor havia sido feito por seus antecessores, e uma boa parte dos fundamentos hoje empregados no violão foram por ele sistematizados: defendeu o uso do violão sobre a perna esquerda, levantada com o auxílio de um banquinho; aboliu o uso do dedo mínimo apoiado sobre o tampo do violão, liberando assim a mão direita para um uso mais inventivo dos diferentes timbres do instrumento. Essas características foram parte integral do novo estilo interpretativo de Tárrega e admiradas e documentadas por seus alunos.
Para ver imagens de réplicas de instrumentos antigos basta fazer uma rápida pesquisa de imagens no serviço de busca de sua preferência.
Referência bibliográfica:
DUDEQUE, Norton. História do violão. Curitiba: ed. UFPE, 1958.
Grande abraço a todos, muita música e tudo de bom!
[]
João Paulo Pessoa